Táxi no Rio de Janeiro: informe-se e proteja-se

Ontem (10 de outubro de 2010) o Fantástico apresentou uma reportagem sobre o serviço de táxi no Rio de Janeiro. A matéria mostra vários problemas, entre eles os dos táxis piratas e a falta de clareza nas tarifas cobradas. Abaixo, um pequeno trecho:

Na rodoviária, circulam 50 mil passageiros todos os dias. Gente que pode cair nas mãos de Maxuel, que sequer tem um carro legalizado.O táxi dele é pirata, não tem licença da prefeitura, não tem luminoso nem a faixa lateral, como exige a lei carioca, e a placa é de cor cinza ao invés de vermelha.

O passageiro – que está usando um microfone – é orientado a entrar no carro de Maxuel. Assim que diz o destino, ouve o preço fechado – o que é ilegal.

Na chegada, ele arredonda para cima o preço e até dá recibo.

Neste artigo temos algumas dicas para evitar ser enganado ao utilizar o serviço de táxi no Rio.

O que todo passageiro deve saber

São itens importantes para garantir a segurança ao utilizar táxis no Rio de Janeiro:

  • Saber identificar táxis credenciados;
  • Saber distinguir os táxis convencionais e especiais, que seguem tarifas diferenciadas;
  • Identificar quando as tarifas são tabeladas e não calculadas através do taxímetro;
  • Informar-se sobre os valores adicionais que podem ser cobrados pelo taxista;
  • Informar-se a respeito do trajeto a ser percorrido, e o valor estimado para aquela distância.

Como identificar os táxis credenciados

A Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) orienta:

É muito fácil identificar um táxi credenciado, basta observar os seguintes itens:
• Placa Vermelha (caracteriza LICENÇA de veículo de ALUGUEL);
• Selo de Vistoria Anual;
• Cartão de Identificação do Permissionário / Auxiliar

Os táxis credenciados devem portar o CIAT (Cartão de Identificação de Auxiliar de Transporte), que possui a foto, nome, placa e o numero da permissão. Além de incluir o telefone da SMTR para reclamações e denúncias. [Informação enviada por Bruno, nos comentários. Obrigado!]

Táxis Convencionais e Especiais

No Rio de Janeiro existem dois tipos de táxis, os especiais e os  convencionais. A descrição dos dois tipos está na página da SMTR:

Os taxis convencionais são os que possuem a cor padrão (amarelo Java com faixas azul Báltico de 12 cm nas laterais) e operam por taxímetro.

Os taxis especiais são organizados em cooperativas e devem ser veículos de porte médio, com potência mínima de 80 hp. Só há padronização de pintura entre os táxis de uma mesma cooperativa. Essas tarifas são em média 80% mais altas que as tarifas convencionais, devido ao fato dos taxis que operam nesta categoria não poderem pegar passageiros ao longo do percurso, mas somente mediante chamada radiofônica. Após a corrida o taxi deve retornar ao ponto vazio.

Os valores das tarifas para as duas modalidades são diferenciados, e podem ser consultados em: www.tarifadetaxi.com/rio-de-janeiro.

Viagens tabeladas

Ao contrário do que é afirmado na reportagem do Fantástico, em alguns locais as viagens são tabeladas, com os valores predeterminados pela prefeitura. Os locais onde as viagens são tabeladas por bairro são: Rodoviária Novo Rio, hotéis da Zona Sul, Aeroporto Internacional Tom Jobim e Aeroporto Santos Dumont.

As tabelas definidas pela prefeitura estão disponíveis nos links abaixo:

Valores adicionais cobrados

Hoje (outubro de 2010), os valores definidos pela SMTR para o serviço de táxi convencional são:

I – Bandeirada: R$ 4,30 (quatro reais e trinta centavos);
II – Tarifa Quilométrica I – R$ 1,40 (hum real e quarenta centavos), das 06h00 às 21h00, nos dias úteis (segunda-feira a sábado);
III – Tarifa Quilométrica II – R$ 1,68 (hum real e sessenta e oito centavos), praticada no período noturno de segunda-feira a sábado, das 21h00 às 06h00, bem como nos domingos, feriados e subidas íngremes, sem discriminação horária;
IV – Tarifa de hora parada ou de espera – R$ 17,64 (dezessete reais e
sessenta e quatro centavo);
V – Tarifa de volume transportado, com dimensões mínimas de 60 cm na maior dimensão e 30 cm nas menores – R$ 1,40 (hum real e quarenta centavos)

E para os táxis especiais, os valores são:

I – Bandeirada: R$ 5,70 (cinco reais e setenta centavos);
II – Tarifa Quilométrica – R$ 2,46 (dois reais e quarenta e seis centavos);
IV – Tarifa de hora parada ou de espera – R$ 31,00 (trinta e um reais);
V – Tarifa de volume transportado, com dimensões mínimas de 60 cm na maior dimensão e 30 cm nas menores – R$ 2,46 (dois reais e quarenta e seis centavos), desde que manuseado pelo motorista.

A bandeirada, quilômetro rodado e valor de hora parada são calculados pelo taxímetro. O único valor adicional regulamentado é o para transporte de volumes grandes (mais de 60×30 cm, medindo a menor face).

Estimando o valor de corridas de táxi

No site www.tarifadetaxi.com é possível estimar o preço de viagens de táxi no Rio de Janeiro.

Além da estimativa para viagens não tabeladas, no site é possível encontrar links para as tabelas definidas pela prefeitura, e informações atualizadas sobre os valores definidos pela SMTR.

I – Bandeirada: R$ 4,30 (quatro reais e trinta centavos), inalterada;
II – Tarifa Quilométrica I – R$ 1,40 (hum real e quarenta centavos), das 06h00
às 21h00, nos dias úteis (segunda-feira a sábado);
III – Tarifa Quilométrica II – R$ 1,68 (hum real e sessenta e oito centavos),
praticada no período noturno de segunda-feira a sábado, das 21h00 às 06h00,
bem como nos domingos, feriados e subidas íngremes, sem discriminação
horária;
IV – Tarifa de hora parada ou de espera – R$ 17,64 (dezessete reais e
sessenta e quatro centavo);
V – Tarifa de volume transportado, com dimensões mínimas de 60 cm na maior
dimensão e 30 cm nas menores – R$ 1,40 (hum real e quarenta centavos)

out 11th, 2010 | Posted in Dicas, Notícias
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  1. out 11th, 2010 at 16:21 | #1

    Uma observação que faltou:

    Em alguns casos o taxista pode usar o valor de uma tabela impressa em papel para efetuar a cobrança e não usar o valor apontado no taxímetro.

    Isso pode acontecer nos casos onde a aferição do taxímetro é do ano anterior, ou seja, seu preço ainda não foi reajustado para a nova tabela e, portanto, obriga o taxista a aplicar o reajuste “manualmente” pela tabela impressa.

    Para saber se o taxista pode ou não usar essa tabela é importante observar o ano da aferição numa etiqueta colada no parabrisa do carro.

  2. Guilherme
    out 12th, 2010 at 18:29 | #3

    Aliás, que dificuldade os taxistas no RJ têm de manter a porra do taxímetro aferido. Em Curitiba nunca vi disso de puxar tabela. Aposto que é 90% pilantragem.

    Não sabia disso de tabela de preço fixo nos aeroportos, isso é novo? Acharam uma bela forma de dobrar o custo da corrida.

    • out 13th, 2010 at 09:03 | #4

      Não sei quando foi introduzido, mas sei que o preço tabelado nos aeroportos e rodoviária já existia em outubro de 2008, que foi quando o Rio de Janeiro foi adicionado ao tarifadetaxi.com.

  3. out 13th, 2010 at 12:54 | #5

    Eduardo,

    Você esqueceu dos CIATs, que são os cartões que possuem a foto, nome, placa e o numero da permissão. Alem de tambem incluir o telefone da SMTR para reclamações e denuncias

  4. José Passos
    mai 21st, 2011 at 15:26 | #7

    É importante verificar no site do IPEM (www.ipem.rj.gov.br/AfericaoTaximetro), no caso da cidade do Rio de Janeiro o calendário anual de vistoria desta forma você vai saber se o taxista pode ou não estar usando a tabela, é importante também saber que o taxista pode pagar uma taxa e prorrogar o seu prazo para vistoria, isto é muito comum quando o taxista está trocando de veiculo e nesse período vence a sua vistoria do Ipem.
    Telefone da ouvidoria do Ipem – RJ 2332 – 4191 ou 0800 282 3040.

    • Sheldon
      mai 22nd, 2011 at 23:16 | #8

      Fica aí a dica dada pelo José!

      Muito obrigado, ajudará todo mundo.

      Sheldon.

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